



Quem não se lembra da foto do presidente norte-americano George W. Bush segurando um livro de cabeça para baixo, na visita a uma escola em 2002? A imagem correu mundo, via Internet, provocando o riso e o agrado dos opositores do Presidente republicano. Mas também, a dúvida de quem ainda hoje a observa. Será verdade?
Esta é uma das 20 fotos (antigas e modernas) que o diário britânico Telegraph elegeu, e deu a conhecer na sua edição de ontem, como as mais impressionantes no que toca à sua manipulação e truncagem. Com objectivos políticos, bélicos ou de mera brincadeira privada, que tomam dimensão global, há-as para todos os gostos: um gato ou esqueleto de gigante, este “descoberto” pela National Geographic Society ou, mais antigas, Benito Mussolini como um herói em cima de um cavalo que, na foto original, era segurado por uma senhora, constam da lista. Deste género, o Telegraph lembra a mania de Mao Tsé-Tung “apagar” quem se lhe opunha e não só.
Mas há também os que gostam de acrescentar. É o caso da imagem do bombardeamento, em 2006, de Beirute (Líbano) pelos israelitas. Depois de vários bloggers terem repetidamente defendido que o fumo da imagem tinha sido exagerado pelo Photoshop (programa de imagem), a Reuters despediu o freelancer libanês Adnan Hajj e baniu todas as suas fotografias.
Segundo o Telegraph, as fotos manipuladas há muito que deixaram de ser exclusivo de tiranos ou conspiradores. Tudo por causa dos cada vez mais sofisticados programas de tratamento de imagem e da Internet (meio a que chegam muitas vezes depois de terem sido difundidas pelos meios ditos sérios) que permite a sua rápida partilha e divulgação. É deste modo que se explica que a maioria das fotos agora eleitas tenham sido “criadas” nos últimos cinco anos. Muitas para divertir, confundir, mas ainda algumas com intuito de rescrever a história.
in DN
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Ivan Ukhov deu nas vistas durante a Athletissima de Lausanne, na Suíça. O saltador russo, segundo os relatos, dedicou-se ao vodka misturado com bebida energética, antes de entrar em competição, e acabou por ser o motivo da chacota dos adeptos presentes no recinto.
Ao longo de penosos dois minutos, Ukhov deixou indícios de um estado completamente alterado. Tanto que motivou a intervenção de um colega, para acabar de tirar as calças, bem como a de um juiz, alertado pelos aplausos jocosos dos espectadores, a incentivar o atleta.
O saltador russo cambaleou, deitou as mãos à cabeça mas tentou recuperar a pujança com uma aproximação ao chão. Baixou-se, olhou para o objectivo e foi em frente. A abordagem à fasquia não prometia muito. Ukhov correu, correu mais um pouco, ainda deve ter pensado em levantar voo, mas já não dava. Foi sempre em frente, sem tocar na fasquia, ficando largos segundos no colchão, a recuperar o raciocínio. Perante os assobios generalizados, o infeliz russo lá vou saindo de fininho, a pensar na ressaca do dia seguinte. E na vergonha, sobretudo.